Esse é o que se pode chamar de jogo artístico, e daqueles muito bem feitos diga-se de passagem. A história aqui é de um hacker tentando quebrar um sistema, tudo num esquema meio como naquele filme velhão “O passageiro do futuro”, alguém lembra? Pois bem, o avatar do cara vai voando por dentro do sistema e aí vamos mirando e atirando nas defesas mandadas, são naves, robôs, misseis e os tradicionais chefes de fase, tudo num esquema meio Starfox-Panzer Dragoon.
Até aqui não parece nada demais, só que o toque deste jogo não é essa parte, mas sim a composição de tudo. O mais chocante são os gráficos, tudo em wireframe super colorido e efeitos especiais de todo tipo a cada segundo de jogo, tudo lado a lado com a trilha sonora eletrônica. As ações de mirar, travar nos alvos, atirar e destruir inimigos não tem efeitos sonoros tradicionais mas sim batidas eletrônicas que conforme a coisa desenrola vão complementando a música. Essa sincronia gráficos-som-jogabilidade vai até a vibração do controle que não segue os danos ou tiros mas vai junto da música em batidas bem fracas no começo das fases e aumentando de um jeito que mal se percebe quando ela tá acompanhando perfeitamente.
Outro toque que não pode faltar é o aviso de cuidado pra quem tem sensibilidade a essas viagens visuais, o que é o prólogo do famoso “jogue com as luzes apagadas”. Acreditem, isso funciona que é uma beleza, nesse jogo em especial a coisa mesmo é o conjunto montando a experiência final e Rez conseguiu fazer muito bem com poucos recursos, uma jogada corajosa que foi muito pouco vista no Dreamcast e teve uma segunda chance no PS2 e outra agora no Xbox 360 em alta definição.
A parte de que ele é muito famoso no Japão não poderia ficar sem uma curiosidade, e no seu caso foi um acessório só vendido por lá (claro) chamado Trance Vibrator. Com um nome desses não dá pra não pensar besteira, e olha que nem chegamos na foto dele:
O manual diz que a idéia é botar na mão, no bolso ou até sentar nele(!) mas algumas pessoas foram mais rápidas e o usaram pra coisas da intimidade, levando a experiência do jogo ainda mais longe. Isso é Rez, mais um jogo que você possivelmente não viu, um título inovador nos gráficos, sons, jogabilidade e possível inventor do vibrador USB.
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Tenho um DC e jogo Rez direto. É um game fantástico, sem exageros. Lindo de se ver/ouvir e incrível de se jogar. E não é para qualquer um, hehe
Falou!
fiquei afim de dar uma olhada, parece bem criativo